
Ontem caiu um milagre,
no meio da tarde de mais um domingo abafado.
Abri os braços para aumentar a área de contato
esqueci de quem estava em volta
e tive um momento meu
com a primeira chuva da primavera.
Pingos tímidos,
mas refrescantes
molhavam todos os desprevenidos
que há centenas de dias deixaram de carregar os guarda-chuvas em Brasília.
Quero mais banhos de chuva, mais verde, mais lágrimas do céu, beijos molhados, menos poeira, mais disposição, mais barulhinho de chuva na janela a embalar os sonhos.
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