quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Do rosa ao amarelo


Esquisito como certas coisas, pequenas coisas, das mais banais, podem mudar nosso dia. Pelo meno o meu. Hoje, na reta de sempre, comecei a observar cores diferentes. Procurei pelas árvores cor de rosa. Só reconheci os galhos. Deparava-me com elas em vários pontos da cidade. Só elas mesmo para diminuir a aridez de Brasília nesta época do ano. E os caminhos coloridos de rosa me faziam sorrir. Assim, do nada. Eu me imaginava dona de um ipê bem florido, o mais florido de todos. Que eu pudesse observar diariamente cada flor nascer e cair. E, ao cairem, teria um grande tapete floral. Escolhi as mais bonitas, por onde passava, e as chamei de minhas. Aos poucos notei que as folhas foram secando, e as pétalas caindo. O rosa das flores também representava o amor, que estava latente em mim. Ambos chegaram, floresceram, me enfeitaram e depois partiram. Hoje, reparei novas cores vibrando em meu caminho. Chegou a vez da florada amarela. A cidade se pinta de outra cor. Senti no amarelo a alegria que me faltava. Deixei de ser da cor do amor e passei a vibrar em outro tom.



O ipê rosa é o primeiro da espécie a florir, de junho a agosto. Depois é a vez do ipê-amarelo, que anuncia a chegada da primavera com sua copa inteiramente florida. Quanto mais frio e seco for o inverno, maior será a intensidade da florada. A espécie típica do cerrado é um dos atrativos de Brasília na época da seca.

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