segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Espelho do céu


Gosto de olhar o céu. Mas não é de olhar de passar o olho. Não é olhar de óculos escuros. É olhar de capelo giavota. Olhar de quem se perde em formas de nuvens, na luz que ofusca, na beleza irretocável da lua.
É olhar de quem ama até o céu de chuva. As gotas que lavam o chão, as folhas, a alma. E o que falar das noites de lua. Dá pra entender o fascínio de escritores, poetas, dos amantes. Os primeiros contam histórias de lobisomem e surrealismo. Os segundos falam dos amantes. E os amantes não falam nada, apenas se beijam.
Eu queria era beijar o céu, a lua e as estrelas. Queria pegar no algodão das nuvens e enxergar o coelho da lua. Queria tocar lá em cima, onde dizem que está Deus. mas, meu maior medo de voar alto é depois cair.

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