quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

seria tão bom se fosse mais fácil...

É difícil me adaptar a vontade de ter você por perto compartilhando meu dia-a-dia. É difícil me adaptar a saudade. É difícil voltar de nossos encontros e não sentir um vazio profundo. É difícil ver a cadeira do cinema ao meu lado vazia. É difícil acordar sem poder te dar um bom dia olhando nos seus olhos que se apertam quando você sorri. É difícil ficar sozinha no fim de semana quando as amigas estão nos programas de casais. É difícil falar em casamento sem ter a mínima idéia de como estaremos em 2 anos. É difícil esse negócio de namorar à distancia.

Mas é fácil gostar de alguém tão carinhoso. É fácil adormecer deitada no meu travesseirinho. É fácil morrer de rir com nossas trapalhadas e conversas bobas. É fácil me divertir com sua companhia. É fácil querer passar o resto da vida com alguém tão atencioso e amável. É fácil sair para jantar quando o casal é bolinha. É fácil confiar em alguém que demonstra tanta honestidade. É fácil amar mesmo longe, quando se sabe que o amor é de verdade e é compartilhado. É fácil fazer xixi na praia quando tem alguém pra te segurar e esconder. É fácil até ficar 6 horas no engarrafamento quando o silêncio não incomoda. É fácil até encontrar poesia em música sertaneja.
(cópia do 1º e-mail do ano)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Longo 2008


Ganhei o maior presente: meu afilhado.
Passei um mês indo ao hospital sem poder conhecê-lo.
Tive meu primeiro 13º salário e um mês de férias remuneradas.
Chorei e tive tanta raiva que tive vontade de quebrar o que achava pela frente.
Tive minha maior dor de cotovelo de toda a vida.
Tive muitos problemas com quem considerava amigos e me afastei de muitos deles.
Me senti só, muito só, mas não falei pra ninguém.
Viajei como nunca: Argentina, Goiânia, Rio de Janeiro, Patos de Minas, Caldas Novas, Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba, Garopaba, Pirinópolis, Curitiba, Curitiba...
Fui pela 1ª vez a Festa do Milho e até casei lá.
Completei a dúzia.
Parti alguns corações e tive o coração espatifado.
Aprendi muito sobre o amor e sobre confiança.
Aprendi pagando que o que fazemos de errado sempre volta.
Tive vários namoradinhos, mas só um namorado de verdade.
Continuei com meus flertes internacionais.

Ouvi o coral do HSBC.
Continuei na terapia e fiz até um retiro com outros pacientes, inclusive meus pais. Sai de lá com a impressão de que a minha é a família Buscapé.
Passei o Carnaval no Rio de Janeiro.
Assisti o desfile das campeãs na Sapucaí.
Tive até um namoradinho de carnaval que mora em NY.
Estudei e muito para o Concurso do Senado. Até fui aprovada, mas em 56º.
Quase marquei a data do casamento no último dia do ano.
Trabalhei até entrar em crise e depois tive meu trabalho muito valorizado.
Mudei as fotos do meu mural.
Joguei fora cartas antigas.
Fiz muitos limpas no guarda roupas, mas continua entupido.
Fiz a locução do programa das EJNS na rádio.
Tirei muitas fotos, e até trabalhei com isso.
Fui a três casamentos de amigos.
Não peguei nenhum buquê.
Chorei pela passagem do meu sogro que nem cheguei a conhecer.
Passei um semestre vadiando com muitas tardes livres.
Fiz um curso de telejornalismo e fui eleita a miss simpatia.
Me apaixonei algumas vezes, me permiti viver intensamente um amor à distância.
Descobri que para o amor sempre há uma segunda chance e que ninguém é insubstituível.
Vi vários colegas serem demitidos.
Fiz sexo num hotel com a vista mais linda do RJ.
Comecei o ano em Buenos Aires e terminei na praia de Ferrugem.
Participei e vi o quarteto fantástico sucumbir definitivamente.
Passei na primeira fase do mestrado, mas ainda não foi dessa vez.
Li muito. De Platão a Direito Constitucional e novas tendências da Comunicação.
Viajei escondido.
Adquiri um nextel.
A tensão em minha casa continuou e continua.
Fiz amor na cachoeira e na praia em plena noite de réveillon.
Fiz com gente do lado.
Fortaleci e cresci com uma grande amizade.
Andei de trem.
Provei muitas comidas esquisitas.
Tomei champagne de R$ 400,00.
Fui de camisola ao supermercado e subi na tocha na mesma noite.
Fiquei hospedada num albergue em Ipanema.
Fiz um vídeo para a família no natal.
Bebi. Cai e levantei várias vezes.
Tomei porre de absolut na entrada e despedida de 2008.
Aprendi a me expressar melhor, ouvir críticas e a não me justificar tanto.
Cantei com Maria Rita, Lenine, Paulinho da Viola, Monobloco, Adriana Calcanhoto, Djavan, Paulinho Moska, André Lelys, Jorge e Mateus, Ivete, Victor e Leo.
Escrevi e li poesia.
Aprendi muito com minha equipe de trabalho.
Aprendi a ser mais tolerante e que tenho que falar mais baixo.
Senti muita saudade.

sábado, 25 de outubro de 2008

Entregar-se ao amor é conviver com todas as mudanças de humor

O amor é felicidade quando é descoberto
é incerteza na época da conquista
é solidão quando é platônico
é calor quando é também paixão
é ansioso quando não compreende a lentidão do caminhar do outro
é incompreendido quando busca ser racional
é vazio quando não se acredita nele
é dolorido quando longe da pessoa amada
é conforto quando é retribuído
é intrigante quando se tenta descobrir o que o outro pensa ou sente
é descoberta na convivência
é força quando se confia no outro
é reciprocidade no sorriso retribuído
é ousadia quando tudo parece ir contra
é impaciente quando espera o outro chegar
é insistente se acredita
é esperança como cada novo amanhecer
é persistente quando quer dar certo
é delicioso como o prato predileto
é saudosista quando prefere o passado
é otimista quando se projeta no futuro
é saboroso como tomar sorvete e se lambuzar.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Sua resposta







Me fizeram uma pergunta muito difícil de responder. Quer dizer, nem tão difícil assim. Acho que nunca um namorado me perguntou isso. “Quando foi que você descobriu que me amava?”. Essa foi a pergunta. Simples. Direta. Mas com uma carga emocional que não merece ser desprezada por uma resposta breve e de supetão. Isso me ficou pulsante na cabeça, como aquela dorzinha que só passa se você encontra realmente o motivo dela. Mas no meio de tanta coisa pra estudar e produzir. Desmotivada pela distância e por uma pequena discussão, resolvi adiar a resposta. Muito educado, o autor não mais me questionou. Ele compreendeu que na hora certa a resposta viria. E virá. Está vindo. Espero conseguir terminar esse texto e lhe entregar a resposta. Inicialmente tentei despistar dizendo que não houve um marco de consciência temporal que me fez perceber entre um momento e outro que ali surgiu o amor. Tentei transmitir, da maneira como enxergo que deve ser uma relação, que o amor é construído em caráter processual e, assim, infla-se cada dia mais um pouco. Não é mentira. Mas não foi o que ele me perguntou. Estava eu fazendo como os políticos em entrevista coletiva, respondendo da maneira mais conveniente. Acredito que eles se portem assim ou por não saberem a resposta, o famoso embromation, ou porque querem esconder alguma coisa. Mas, Peraí, e eu? Onde me encaixo nessa história? Eis a questão... será que me faltam as palavras por não saber ou por não querer. Tá bom, agora eu quero. Então, deixe-me pensar aqui. Acho que a primeira vez que disse, ou melhor, escrevi, chamando de amor, ou melhor, amorzinho, eu estava embriagada por um sentimento gostoso, ainda sem definição. Mas a pergunta foi quando eu senti. Não sei se foi ali com as flores. Não sei se foi na cama fazendo amor. Mas acho, quer dizer, tenho quase certeza, que foi ali, naquele incrível pôr-do-sol, que tive certeza que queria arriscar, que queria que aquele momento se prolongasse, que queria estar em seus braços. Bom, se isso não é amor, não sei o que é...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008


Bom mesmo é não saber o quanto a vida dura...

Primavera


E a primavera nos convida a um olhar apreciador e cuidadoso da exuberância e perfeição da natureza... Há seres que se preparam o ano todo para ter seu triunfo único e magistral em um único dia de primavera...



Primavera

Cecília Meirelles


"A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega


(...)


Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.


Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera."

Quando a gente ama




brilha mais que o sol...